segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Alegria partilhada é alegria dobrada

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Há momentos em que as condições exteriores da nossa vida se alteram de forma tão drástica e. aparentemente, independente da nossa vontade, que só através dum exercício firme de total aceitação do presente podemos atravessa-los sem perdermos o norte nem cairmos num estado de insatisfação permanente e depressiva.

Somos um pouco como um ser (o espírito, a alma, a mente, chamem-lhe o que quiserem) que cavalga inter-dependente da sua montada, o nosso próprio corpo. Mas é o corpo que directamente se liga ao exterior e interage com ele. É o corpo que experimenta ao nível físico que gosta disto e não gosta daquilo. É precisamente no corpo que reside uma grande parte das nossas necessidades, desejos e emoções. Se ele entra num estado de negação do que acontece, o ser vê-se e deseja-se para poder responder à altura dos acontecimentos.

Quando era adolescente dei com um folheto de alimentação macrobiótica. Esse folheto trazia a figura duma mãe que afastava um brinquedo do seu bebé para que este caminhasse. E a leitura desse folheto foi mais do que a leitura de muitos livros de filosofia, porque consolidou para mim o conceito de que a Vida é como uma mãe, que permanentemente nos confronta com os nossos desejos e necessidades afastando a sua satisfação para que caminhemos.

Depois de muitos anos compreendi que, embora os nossos pensamentos, crenças, medos e desejos se tranformem na nossa realidade, esse é um caminho que se faz tanto de aprender a aceitar que podemos viver sem o brinquedo como de aprender que podemos chegar a ele.

O poder da aceitação é sem dúvida o maior poder de que podemos usufruir num mundo em que a mutação e a impermanência não só desde sempre foram implícitos, dada a natureza da própria existência, como se tornam cada mais rápidos na sucessão dos acontecimentos.

Não aceitar o que acontece é entrar em guerra com a parte de nós (a mente) capaz de conduzir as coisas para um bom resultado. É reagir ao que acontece em vez de agir com o que acontece. E esta aceitação estende-se não só do corpo à mente, mas também da mente ao corpo. Não é só importante aceitar o exterior, também é preciso aceitar a nossa verdade interior, coisas desagradáveis, como a tristeza e a saudade, que se não forem aceites ficarão uma eternidade cá dentro a sabotar-nos o presente. É preciso assumir a desilusão e chorar os nossos prantos até à última lágrima. Como uma roda que para girar tem que ter um alto e um baixo, os nossos prantos são o reverso da nossa felicidade.

Desse estado de aceitação, que se poderia confundir com passividade, mas não é, muito pelo contrário, dependem a nossa felicidade e a nossa capacidade de agir no presente senhores de todas as nossas possibilidades e energias. Dele depende a capacidade de partilharmos connosco mesmos a alegria pelo que está a acontecer. De nos alegrarmos em nós mesmos, sózinhos no mundo, mesmo que privados da companhia daqueles que mais amamos. De sabermos ver a oportunidade única do presente como meta permanente.

domingo, 27 de Setembro de 2009

sábado, 25 de Julho de 2009

Da arrasadora importância da vida sexual dos pigmeus

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Hoje acordei com a estranha sensação de que estou a ficar velha. Bom, isso teria que acontecer um dia, não só envelhecer de facto como começar a dar por ela. E o sintoma estatelou-se-me na mente hoje ao acordar (também começo a repetir-me, fatalmente), ao pensar nos tempos em que eu e os meus amigos tínhamos dezasseis anos e nos dedicávamos a rir de coisas que apelidávamos de "tratados da vida sexual dos pigmeus", e que equivaliam, aos nossos olhos, muito bem definido, a "espremedelas científicas e literárias de borbulhas culturais no cu da humanidade" (desculpem a crueza, tínhamos dezasseis anos precoces porque saídinhos do anti-fascismo e, nesta provecta idade, também já posso referir-me a essas coisas com a idoneidade conveniente e a saída correspondente. Assim como posso repetir-me outra vez, com a ilusão, que se abandona por volta dos 23 anos e regressa na meia-idade, de que o que dizemos tem alguma importância e convém ser sublinhado).

A vida sexual dos pigmeus tem a ver com a minha idade não só o ter-se tornado num assunto com fortes probabilidades de vir a ser interessante, caso eu continue a apostar na irmandade da super bock como círculo social de eleição e aceite o conselho colectivo de desistir da própria - que só traz chatices e convivas perenes para o jantar - e me divertir descomplicadamente muito, ao som de músicas como "too drunk to fuck", como ainda o ter-se tornado simbólica e definitivamente o tom geral da conversa, da cultura e da arte pós-modernas.

Longe de mim por em causa a cultura. O que eu ponho em causa é o que a cultura não põe em causa. Era o que mais faltava se não pudéssemos nem devêssemos analisar e espremer em delírio microscópico toda e qualquer borbulha, quanto mais ínfima melhor, que desponte no estafado cu da humanidade, singular e inexplorada qual cratera desconhecida de um planeta recem descoberto para o astrónomo cansado de ser anónimo.

E entretanto, a nossa cultura encheu-se, para gáudio dos meus dezasseis anos e consciência da minha velhice, de projectos que analisam a quantidade de erres exemplares e anódinos nos bilhetes de identidade, a identificação marcial apócrifa com a portabilidade do passaporte, a ligação intrínseca e transcendental da silhueta individual com a transportabilidade colectiva dos subways, a vulnerabilidade do branco ao vermelho em contexto hospitalar e outros itens de importância semelhante para a felicidade de todos os seres de todos os mundos...

Itens que têm em comum nunca incluírem termos que, entretanto, tem vindo a ser abolidos da linguagem, termos feios e pirosos tais como classe trabalhadora, exploração da força de trabalho, justiça social, auto-gestão, capitalismo selvagem, essas coisas que apenas uns malucos com acne e barbas mal-feitas insistem em escrevinhar nuns panfletos ilegíveis que distribuem na rua de Santa Catarina por alturas do Natal...

Há um "às avessas" crescente na organização social dos tempos que correm e a mais flagrante mistura dos âmbitos pessoais com os comerciais. Dantes tinha-se um emprego, horas de trabalho e horas de lazer, um sindicato, reivindicações e direitos, colegas num lado e amigos no outro, agora tem-se grupos de influencia em rede onde tudo se mistura, diversos projectos de diversas constelações de indivíduos conhecidos e desconhecidos com quem nos comunicamos pessoal e virtualmente, e trabalha-se pela sobrevivência até a dormir...

As palavras fizeram-se para que nos exprimíssemos, e se permitirmos, nesta fúria do "às avessas" a que o processo da exploração e manipulação de muitos por uns poucos nos trouxe, que sejam elas, por bem sonantes, aceitáveis e apetecíveis ao ouvido comercial, a dizer-nos o que havemos de exprimir (aqui e agora espremer ficava mesmo bem), se aceitarmos ser nós a traçar o azul da censura ao nosso próprio léxico e discurso, se permitirmos que as mais inconvenientes para as gentes no poder desapareçam por falta de uso, entraremos na mais negra das situações, estaremos privados de nos comunicarmos connosco mesmos. Por falta de nome para as coisas.

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Cornos do destino

Armam-se falências de bancos, desviam-se fortunas e poupanças de uma vida a centenas de pessoas, fazem-se cambalachos financeiros de fazer o povinho revirar os olhos e que se passa? Absolutamente nada. Ninguém se demite e os que fazem a fita de bode espiatório, ao que diz quem sabe o que a casa gasta, continuam a "viver à grande e à francesa". E depois, um ministro acompanha uma comunicação verbal dum gesto latino vulgaríssimo de lineu (eh pá, estais é com uns cornos do caraças) e é demitido?

Então expliquem-me (como se eu fosse mesmo burra) o que é que o moço está - e em tão ilustre companhia - a fazer AQUI?

Para quem não souber, ALI trata-se, ao que dizem as más linguas, dum grupinho emergente do terceiro reich alemão e do imperialismo britânico (todos primos, "von's" disto e "of's" daquilo, e banqueiros amigos, Kockefeller daqui e Rothchild dacolá), com uns toques de sociedade secreta dados pelo rei da bola Henry Kissinger, que, entre outras coisas, se dedicam a combinar como hão-de acertar o aceleramento da depressão económica e o controle dos media para aumentar exponencialmente a insegurança da população de forma a que nos atiremos de joelhos aos seus pés a pedir que nos salvem com uma nova ordem, muitos robotcops assustadores e de negro e um governo mundial, de raiz eurocêntrica e fascista, como não poderia deixar de ser.

Mais más línguas

sábado, 27 de Junho de 2009

The take

"Quando os nazis venceram os comunistas fiquei em silêncio; eu não era um comunista. - Então eles vieram e levaram os sociais-democratas, e continuei em silêncio; eu não era um social-democrata. - Quando eles assumiram o sindicato, eu não protestei; eu não era um sindicalista. - Quando eles vieram buscar os judeus, continuei em silêncio; eu não era um judeu. - Quando eles me escolheram a mim, já não havia ninguém que pudesse protestar."
Martin Niemoller

Este documentário, realizado por Naomi Klein e Avi Lewis, relata a luta pela tomada em auto gestão dos empregados de fábricas fechadas pelos patrões, na Argentina.

Reposiciona o velho dilema da oposição "direito de propriedade" e "direito ao trabalho" que, dum lado, tem os "donos" da fábrica a abrir falências por gestão negligente ou fraudulenta, ou a relocalizar as unidades de produção noutras localidades, leia-se países, ao sabor da melhor oferta governamental de retirada de direitos laborais e do valor da mão-de-obra, pela conveniência dos lucros...

E, do outro, os trabalhadores lançados no desemprego, que decidem ocupar para manter os postos de trabalho, no seu direito a assegurar, a si e às suas famílias, a segurança e a estabilidade, a evitar que caiam na miséria, e que se tornem sem abrigo frequentadores de caixotes do lixo, em busca de restos.

São de observar as atitudes dos árbitros deste jogo de forças, os governos, e como se comportam tipicamente, pondo as forças da segurança ao serviço dos que causam a total insegurança da população.

É urgente que cada vez mais pessoas tenham a coragem civil de questionar esse velho direito, que concede a cada vez menos gente a propriedade de tudo o que é meio de produção e o poder de lançar, sob a alçada protectora da lei, milhares de pessoas na miséria e na insegurança.

Precisamos de ter a coragem de rever se a opinião (ou a indiferença) da maioria sobre este assunto não será apenas o produto duma lavagem cerebral que nos fizeram os média, mecanismos das forças e interesses políticos de direita e de esquerda, desde a bagunça dos tempos do PREC até à bagunça dos dias de hoje, e que fizeram deste tema, para nós, portugueses, um tabu, com vencedor institucionalizado e garantido à bastonada.

The Take

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A recibos verdes?!

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Toda a gente sabe que em Portugal grande parte do trabalho mais que dependente e por conta de outrem se faz a recibos verdes, ou seja, que há uma burla de dimensão nacional que precariza milhares de pessoas, só interessa às entidades patronais e se apoia na legislação dos governos para seguir existindo à revelia de qualquer elementar noção de justiça e de direito.
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Como é possível que um trabalhador possa apresentar-se diariamente no local de trabalho estipulado por quem lhe paga, seguindo um horário estipulado por quem lhe paga, não raro usando até um uniforme de serviço, ganhando uma miséria mas sendo ao mesmo tempo considerado como um trabalhador independente com as obrigações fiscais inerentes a um trabalho teoricamente bem pago, sem protecção na doença ou na continuidade de emprego, e não haver nem legislação nem fiscalização que o protejam?
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Como é possível que, na vulgarização da fraude como uma situação normal, seja o próprio Estado a servir-se dessa legislação para economizar à custa da exploração maciça de trabalhadores a falsos recibos verdes, enquanto que, com os trabalhadores executivos do poder por via de partido político, esbanja salários, reformas e mordomias aberrantemente astronómicos?
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Não tenho grande resposta para o problema, mas sei que, quando todos dele formos conscientes, deixa de poder existir. E de entre os trabalhadores a falsos recibos verdes há quem lute, e a sério, para readquirir direitos perdidos nestes tempos de falso socialismo. Aqui podem ver-se as propostas e a luta dos FERVE (Fartas/os dEstes Recibos Verdes).
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domingo, 21 de Junho de 2009

Da Consciência

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Há muito tempo vi um filme que mexeu profundamente comigo. Não consigo lembrar-me do nome nem do realizador, é um filme americano, e um dos personagens principais é interpretado por Jon Voight.
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Conta a estória de uns amigos que vão passar uns dias mais ou menos radicais percorrendo um rio numa região bastante inóspita com um bote de borracha e que acabam por ser vítimas da crueldade primária de um grupo de aldeões lá da área, que, para se divertirem os torturam, e violam, e causam a morte a alguns deles. ..
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Esse filme mexe comigo porque eu conheço esses "aldeões" e essa crueldade. Em graus diversos de intensidade e gravidade das consequências, já os vi vezes sem conta no decurso da minha vida. ..
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Ainda há pouco tempo surgiu e foi noticia dos jornais, tendo morrido um homem, deixado uma noite suspenso amarrado pelas mãos e pelos pés entre as grades duma vitrina e a jante de um carro. Os autores da brincadeira desculpam-se a si mesmos com o álcool, os autores da recusa em ajudar (um par de namorados que assistiu a tudo sem intervir), não sei com que se desculpam. Isto passou-se na Covilhã...
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A primeira vez que tive contacto com o fenómeno na sua forma assim grave, nem sequer se tratou duma "brincadeira". Pouco depois do vinte e cinco de Abril, amigos meus que foram acampar na montanha, perto de uma aldeia em trás-os-montes, foram, durante a noite e enquanto dormiam dentro da tenda, selvaticamente agredidos com paus pelos moradores da aldeia, ao que parece por causa do comprimento dos seus cabelos. .
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Esta extrema inconsciência é assustadora de tão generalizada e porque nunca se sabe que factor pode desencadear esse tipo de comportamentos num bando de hominídeos. Pode rebentar a qualquer momento, e em, praticamente, qualquer lugar. Duma forma geral, todos são conscientes apenas da intenção de divertir-se, ou de exercer o seu direito à opinião, à indignação, à expressão delas. E o que falta ali sempre é ver-se a si no outro, numa consciência do outro como dele mesmo, como mais que uma coisa ou que um instrumento, uma consciência que perpasse todos os níveis de energia dos indivíduos implicados, e que não se deixe alterar pelo ódio, pelo álcool ou por outros factores do género..
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Este vídeo (que desaconselho às pessoas impressionáveis) registou outra emergência ainda mais recente do fenómeno, num centro comercial do Brasil: .
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Repare-se, além dos "seguranças", que apenas indiferença e nenhuma segurança oferecem à vítima, os autores do espancamento são pouco mais do que crianças. São os nossos alunos, os colegas dos nossos filhos. Que este género de maldade seja praticada por um bando de hominídeos de uma aldeia que, culturalmente, difere de uma povoação do paleolítico apenas no uso de lanternas e pilhas, transístores e alguidares de plástico, é mau que chegue. Nem sequer me consta que o paleolítico fosse palco para uma violência deste género entre irmãos de tribo. Mas que seja praticada pelos bandos de jovens que circulam na noite das nossas cidades, brada aos céus que estamos é todos a dormir e a caminhar a passos largos para o tal estado de coisas que, como dizia o meu bisavô, "não o quero nem para as ferraduras dos meus cavalos"..
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Porque assim como o espancamento dos meus amigos pelos aldeãos de Trás-os-montes é a marca claríssima duma política de embrutecimento das populações na ignorância forçada pelos regimes, e que culminou com as políticas do estado-novo, esta violência emergente nas tribos urbanas e nas aldeias é indicativa do resultado da ausência de uma política para o amor universal e a consciência. Digo mais, é indicativa da vontade política de educar cidadãos como quem educa cães de luta, reforçando-lhes a ideia de divisão, medo mútuo e competividade, e dando-lhes a escolher para lemes das suas acções, como muito bem frisa David Icke neste seu vídeo, a religião ou a ciência, sendo que ambas desapossam o indivíduo da dimensão real da sua existência enquanto consciência e do seu verdadeiro potencial.
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A religião cristã fá-lo, porque desconecta o indivíduo do Espírito, da Consciência cósmica, dando-lhe a alma como prémio de consolação de uma passagem única e sofredora pela Terra, deixando-se guiar por dogmas patriarcais, obsoletos e impostos de fora para dentro. E a ciência, porque o confina à realidade física do seu corpo e dos seus cinco sentidos, ao nível mais grosseiro das suas infinitas possibilidades de experiência e manifestação.
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No entanto, e eu sei-o por experiência própria, porque sou professora, quando a um jovem é dada a oportunidade de ver-se e vivenciar-se como mais do que um corpo com uma mente ou uma alma, como mais do que o pedaço pequeno, finito, frágil, separado e isolado nas percepções ilusórias dos seus cinco sentidos, quando ele se entende como "consciência multi-dimensional a ter uma experiência" e alcança o verdadeiro sentido das palavras "eu e o pai somos um", imediatamente se inverte essa predisposição para a violência e para a maldade gratuitas e florescem a criatividade, a inteligência e a paz..
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É connosco, cada um de nós tem uma parte de trabalho a fazer para inverter o equilíbrio de forças no mundo....
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