Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

A física quântica e a descoberta do campo unificado


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Quando era pequena era bastante religiosa. Tinha uma ligação forte com deus, quero dizer. À medida que fui reparando na hipocrisia e maledicência das pessoas religiosas que conhecia e em como confundiam regras de moral com verdadeiro amor e compaixão, e me fui inteirando do escabroso currículum das diversas igrejas, sobretudo do da católica apostólica, meti tudo no mesmo saco e fui começando a ter uma natural aversão a tudo o que tivesse a ver com deus, religião e misticismo.

No entanto, sempre senti um amor muito grande pela natureza, sempre admirei emocionada a sua beleza e me dediquei a observa-la diáriamente em solidão, fosse no campo, numa esplanada na praia, a olhar colada ao vidro dum carro, ou da janela duma casa.

E de vez em quando, zás - aconteceu quedar-me imersa num estado estático, delicioso, de absoluta aceitação, paz e comunhão com tudo, em que tudo me parecia um prolongamento de mim e eu um prolongamento de tudo, e nesses momentos eu juraria que tinha como que rebentado a minha bolha individual e entrado em contacto com a divindade universal.

Hoje sei que esse estado, melhor dizendo, essa frequência, é a do campo unificado, o nome que os físicos e matemáticos deram á solução que encontraram para a explicação do universo, depois de unirem a força electromagnética e a força fraca como uma coisa só, a que se reuniram depois a força forte e a força da gravidade.

E acontece ser, esse campo unificado, aquilo a que muitos seres humanos (não me refiro aos cristãos tradicionais, claro, mas àqueles que meditam) chamam deus.

A partir da explicação da física quântica, precisamos inverter a noção de que o universo é um monte infinito de matéria morta, sujeita a determinadas leis que o fazem, quando as condições são propícias - água, oxigénio, essas coisas - gerar matéria viva que vai fazendo uma longa caminhada desde os mais primitivos e inconscientes organismos até ao supra sumo da consciência que é o homo-sapiens, o qual depois de morto logo desaparece deixando apenas restos inanimados ou larga uma alma única que voa tocando harpa e lançando flores ao ar por campos celestiais até ao paraíso, onde mora "Deus", isto se não for parar ao inferno.

E invertê-la compreendendo que é a consciência que está na base de tudo e vai criando a matéria em fios ou cordas de diversas frequências, dando origem a múltiplos padrões, dando origem ao mundo tal como o conhecemos, sempre recheado de possibilidades que deixam então de ser acasos, mas harmonias de frequências afins - incluindo as desagradáveis e irreversíveis, e que ela é partilhada por todas as suas manifestações.

Vai a consciência, activamente partilhada por cada um de nós no relativamente livre arbítrio, criando frequências em ondas, incluindo as emocionais, que se dividem em duas, uma positiva e outra negativa: o amor e o medo. A frequência ondulatória gerada pela emoção do medo e seus sucedâneos (raiva, inveja, ciúme, ganância, avareza, crueldade, etc.) é suposta ser muito mais lenta e espaçada que a frequência gerada pela emoção do amor e seus sucedâneos (paz, alegria, entusiasmo, compaixão, tolerância, etc.), muito mais rápida e compacta, tocando mais coisas no mesmo espaço e tempo, e por isso mais poderosa. Infelizmente muito mais rara.

Compreendendo isto assim, não nos admira a possibilidade da co-criação, ou seja, de criarmos, com a frequência vibracional das emoções e pensamentos que projectamos, campos de vibração semelhante à nossa volta, influenciando e gerando correspondências e a realização material tanto dos nossos medos e falta de capacidade de perdoar (-nos), como dos nossos anseios, ampliando as vibrações que nos rodeiam se vibrarmos de acordo, atraindo castigos, doenças e situações condicionantes se nos pensarmos culpados, pouco capazes de melhor, ou se desejarmos o mal dos outros, atraindo perdas e derrotas se nos pensarmos fracos, prémios se nos pensarmos merecedores, e projectando nos outros, sobretudo nos que nos estão próximos, os comportamentos que receamos, abominamos, ou amamos, e que de forma activa evocamos através dos filmes que fazemos com as nossas expectativas do que possa vir a acontecer.

Alonguei-me nesta explicação para acompanhar estes vídeos do dr. em física quântica John Hagelin , que explica parte disto muito melhor do que eu o fiz, mas como é falado em inglês nem toda a gente conseguirá perceber. É importante que comprendamos e divulguemos a existência do campo unificado, das diversas experiências de meditação colectiva que foram efectivamente feitas e dos incríveis resultados obtidos na diminuição do crime e da violência em cenários urbanos complicados ou de guerra. A aplicação desta técnica tão simples pode ter efeitos poderosos na mudança das nossas condições de vida pessoais, mas também nas colectivas e pelas suas características está fadada a ser contagiosa e a alastrar exponencialmente para o tão anunciado e imprescindível salto de consciência que há-de mudar o rumo louco do mundo actual.


toda a série no youtube:

Discovery of The Unified Field (Part 1)

What is Consciousness? (Part 2)

Experience the Unified Field (Part 3)

The Unified Field Is Consciousness (Part 4)

Human Potential is Unilimited (Part 5)

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